Sociedade gaúcha começa a traçar planejamento estratégico para o Estado

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Primeiro evento Agenda 2020

Produtivo e movimentado o primeiro dia da rodada de debates para a formatação do Projeto “O RS Que Queremos – Agenda Estratégica RS 2006/2020” realizado nesta quarta, dia 8 de março de 2006. Mais de 800 líderes de diferentes setores da sociedade participaram das mesas redondas (foto acima) no Centro de Convenções da Fiergs, em Porto Alegre.

A Agenda Estratégica RS vai traçar rumos de desenvolvimento para serem adotados pela iniciativa privada e poder público a partir deste ano até 2020, independentemente de partidos políticos que estiverem à frente do governo. A proposta “O RS Que Queremos” envolve diferentes segmentos da sociedade. Participam do evento na Fiergs representantes do setor empresarial, de sindicatos de trabalhadores, meio acadêmico, políticos, ONGs e os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.

Essa participação plural foi destacada na abertura do primeiro dia de debates pelo presidente da Fiergs, Paulo Tigre, que falou em nome das entidades empresariais. “Cansamos de tantos diagnósticos e raras soluções. Não aceitamos o crônico pronto-socorro para problemas previsíveis”, enfatizou Tigre. Conforme ele, a Agenda Estratégica “é a oportunidade para começarmos a inovar a paisagem do nosso futuro”.

Logo após, o presidente da Força Sindical-RS, Cláudio Janta Guimarães, disse que ele e mais 70 representantes de trabalhadores estavam ali como cidadãos gaúchos. “Não podemos mais ser o Estado que tinha. Aqui tinha uma empresa, aqui tinha uma loja, aqui tinha um emprego”. Para ele, o Estado precisa ser forte, unido e ter uma estrutura administrativa enxuta.

Ainda na abertura, o empresário Jorge Gerdau Johannpeter lamentou que a situação do Rio Grande do Sul é mais complicada que a do Brasil. O endividamento é proporcionalmente maior e o quadro previdenciário, bastante delicado. “As taxas de crescimento são insuficientes para a geração de recursos destinados a investimentos”. Johannpeter acrescentou que a participação no evento é um ato de cidadania.

Representando organizações não-governamentais, o ex-deputado Marcos Rolim disse que países como Espanha, Islândia e Suécia conquistaram resultados significados no desenvolvimento de sua população por meio de planejamento. “Não foi conquistado na ponta da espada ou por um partido político”. Representando o meio acadêmico o vice-reitor da Unisinos, Aloísyo Bohnen, mostrou que o verbo querer, que consta no nome do projeto, foi uma escolha muito feliz. “Somos movidos pelo querer”.

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