Agenda 2020 nos Debates do Rio Grande

Compartilhe:Tweet about this on TwitterShare on LinkedInShare on Facebook
são borja

Painelistas trataram da fronteira oeste

Zero Hora – Maior região produtora de arroz no Estado, a Fronteira Oeste deve usar o potencial produtivo do grão para expandir negócios e inovar empreendimentos.
O cereal que está na mesa dos brasileiros alimentou as discussões do Debates do Rio Grande, promovido pela Rádio Gaúcha em parceria com a Unimed RS, na noite de terça-feira, em São Borja.
O etanol de arroz é o projeto que mais entusiasma a Fronteira Oeste. Diante do histórico de preços pouco atrativos para o cereal em saca, a ideia é diversificar buscando maior valor agregado.
No debate ressaltou-se que as ações já começaram. Uma pesquisa bancada pela iniciativa privada analisa os locais que devem receber cerca de seis refinarias de etanol a partir do arroz no Estado.
Pelo menos uma delas está reservada para a Fronteira Oeste, antecipa o painelista José Francisco Rangel.
Por ser mais rico em carboidratos, o arroz rende mais como etanol do que o milho, ressalta Rangel.
Hoje, o Estado importa 99% do etanol que consome do Paraná e de São Paulo. O plano é que, com as refinarias instaladas, seja produzido 1 bilhão de litros por ano de combustível.
Além do etanol, o processo de produção resulta em sumo de arroz para ração animal e liberação de dióxido de carbono, usado na fabricação de fármacos.
Depois de definidas as cidades, o projeto entra na fase de captação de investidores, que poderão ter incentivos fiscais do governo do Estado.
IRRIGAÇÃO DO SOLO
O auditório da Associação Espírita José Ferreira de Moraes, no centro de São Borja, lotou por interessados em discutir propostas ao desenvolvimento da Fronteira Oeste.
O debate teve como mediador Lasier Martins, âncora do Grupo RBS, e a participação do representante da Agenda 2020, Paulo de Tarso Pinheiro Machado, que apresentou um estudo sobre a região.
Prefeito da cidade anfitriã, Mariovane Weis, que também é presidente da Federação das Associações dos Municípios do RS (Famurs), participou das discussões.
Na área de energia, São Borja ainda tem expectativas em relação à inauguração de uma termelétrica que produzirá, a partir do final do ano, energia para abastecer uma cidade de 80 mil habitantes a partir da casca do arroz.
Além de combustível feito a partir do arroz, foram aventadas formas de estimular a produção primária, a vocação da região.
Uma das soluções seria a irrigação do solo, para assegurar safras rentáveis de soja, milho e criação de gado e ovinos. Numa segunda etapa, viria a industrialização dos produtos.
Logística, rodovias, portos e construção de pontes foram outros temas abordados. O consenso é de que a região está num ritmo abaixo do seu potencial.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *