Governo não tem como pagar piso do magistério

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Odir Tonollier

Reajuste do mínimo nacional inviabiliza pagamento afirmou o secretário da Fazenda Odir Tonollier

Zero Hora – O secretário estadual da Fazenda, Odir Tonollier, afirmou nesta quarta-feira, 11/1, que o governo não terá como implantar o piso salarial do magistério nos próximos quatro anos, como havia sido prometido. O motivo é o reajuste de 22% no valor do piso em janeiro.
Prefeitos e governadores pressionavam o governo federal para adotar o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) como indexador, o que reduziria esse percentual, mas a tendência é manter as regras atuais para evitar problemas na Justiça. Desta forma, o piso deve subir para R$ 1,5 mil, valor que o Estado não tem como pagar, na avaliação do secretário.
— Este piso tornou-se impagável não só para o Rio Grande do Sul, mas para todos Estados e municípios brasileiros. Nós queremos melhorar o salário dos nossos professores, mas não podemos mais ter como referência o piso nacional — afirmou o secretário.
Tonollier divulgou nesta quarta-feira o balanço das contas públicas do Rio Grande do Sul em 2011. Houve déficit de R$ 490 milhões. Segundo ele, apesar disso ocorreu aumento dos investimentos em educação e saúde. Para 2012, a expectativa do governo é fechar as contas na mesma faixa de 2011, também no vermelho. O secretário disse que a meta é ampliar a arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) para amenizar o problema.
(Com informações da ZH)

Um comentário sobre “Governo não tem como pagar piso do magistério

  • O não cumprimento imediado do piso vai gerar mais passivo ao Estado e, portanto, mais precatórios que já somam hoje R$ 5 bilhões, quase tudo com origem em legislação não cumprida (pensão integral e Lei Britto).
    Se não dá para cumprir imediatamente o piso com a atual carreira, a solução está em modificá-la de forma a gerar uma situação melhor possível para a categoria desde que seja adequada ao orçamento estadual. O que não pode é se deixar em funcionamento mais uma fábrica de precatórios.
    Que chata é essa tal de matemática, que acaba sempre complicando os discursos!

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