Educação e infraestrutura para 2037

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Painel do Fórum da Liberdade

Zero Hora – Com o tema 2037: que Brasil será o seu?, o painel reuniu Roger Agnelli, André Gerdau Johannpeter, Vicente Falconi e Guilherme Paulus. Em comum, elogios à capacidade de adaptação e inovação do brasileiro, que, segundo os participantes, precisam ser cada vez mais estimuladas.
– A inovação está no nosso DNA, o que a gente precisa é exercitar, é ter liberdade de poder sonhar e implantar o que a gente desejar – destacou o economista Roger Agnelli.
O ex-presidente da Vale exprimiu, em seu discurso, o desejo de ver todos os jovens até 35 anos formados no Ensino Superior e uma infraestrutura que não esteja constantemente defasada como desejo para os próximos 25 anos:
– Gostaria de ver o país com infraestrutura montada para mais 25 anos para frente. Essa questão da infraestrutura é o grande gargalo. Temos que acelerar.
O diretor-presidente da Gerdau, André Gerdau Johannpeter, destacou a capacidade de adaptação do povo brasileiro. Ponderou, no entanto que, sem melhoria da qualidade de vida, não adianta aumento constante do Produto Interno Bruto (PIB). Para Johannpeter, é preciso planejar para criar as condições de disseminar o desenvolvimento para todos:
– A gente quer ser o campeão em outras coisas, não em taxa de juros. E nem em carga tributária.
Guilherme Paulus, sócio fundador e presidente do Conselho de Administração da CVC, expôs a capacidade do Brasil para o turismo, destacando que ele é a arte de bem receber e que o país faz isso com tranquilidade. Paulus provocou ainda quem só critica a infraestrutura brasileira, sem olhar para problemas semelhantes no Exterior. Segundo o empresário, é preciso apostar na inovação e cobrar ainda mais as autoridades para solucionar as dificuldades que ainda atravancam o desenvolvimento do país:
– Temos belezas naturais e atrações para atrair todo perfil de turista do mundo. O desafio é mostrar ao mundo que o patinho feio virou cisne.
O consultor empresarial Vicente Falconi defendeu que a condição humana é uma condição de aprendizado e que a definição de metas serve como estímulo para aprender o que é preciso para prosperar. Segundo Falconi, a educação fundamental tem um peso considerável na criação do interesse pelo aprendizado constante.
– A grande prioridade nacional é o ensino fundamental. Mas pegamos metade da verba e colocamos no curso superior. Tá tudo errado – avalia Falconi.
Falconi finalizou o seu discurso repensando o desejo de Agnelli de ver todos os jovens de mais de 35 anos no ensino superior até 2037:
– Vamos focar na meninada para que possamos ter nem 100%, mas pelo menos 50% deles no ensino superior em 25 anos.

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