Painel sobre quem paga a conta do gasto público encerra o Fórum da Liberdade

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Eduardo Campos foi um dos painelistas
Eduardo Campos foi um dos painelistas

Da Agenda – O 26° Fórum da Liberdade foi encerrado com o painel “Gasto Público – Quem paga a conta?”.

Participaram do debate o presidente da Any Rand Institute, Yaron Brook, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, e o doutor em política Hannes Gissurarson.

 O debate iniciou com a exposição do governador de Pernambuco, Eduardo Campos  que utilizou conceitos empresariais para embasar o seu modelo de gestão pública.

– É preciso adotar os critérios de meritocracia dentro do serviço público. A ideia é montar um time e saber como ele joga – explicou.

O islandês, Hannes Gissurarson deu continuidade ao painel respondendo a pergunta central do debate.

– Quem paga é o povo. Ao reduzir a alíquota e aumentando o número de ricos, a arrecadação do governo em imposto de renda também aumenta –  disse.

O presidente da Ayn Rand Institute, Yaron Brook, discordou do governador Eduardo Campos. Falando sobre o uso de conceitos empresariais na gestão pública.

– isso não vai funcionar. Estes métodos não se aplicam ao governo porque eles são fundamentalmente diferentes – afirmou.

Infraestrutura

Os problemas estruturais do Brasil e as formas de solucioná-los formaram os assuntos debatidos durante o quinto painel do Fórum da Liberdade, que teve como tema: “Falta de infraestrutura – A infraestrutura pública é gratuita?” .

O economista Gabriel Calzada Alvares destacou os investimentos em energias renováveis feitos na Espanha e que geraram uma crise no país.

O contraponto foi dado pelo diretor-presidente da GOL Linhas Aéreas, Paulo Kakinoff, e pelo economista e ex-governador do Espírito Santo, Paulo Hartung, que falaram sobre o cenário brasileiro.

 – Nós precisamos reconstruir o espaço público no nosso País. Os regulamentos que existem hoje servem para que o estado não funcione – afirmou Hartung.

 A crítica foi feita embasada na experiência que Hartung teve durante o período em que governou o Espírito Santo.

Segundo ele, o estado estava em situação de alerta, mas com a aplicação de técnicas de gestão iguais as que são feitas em empresas privadas o cenário pode ser revertido.

– Vitória é a primeira capital do Brasil a ter 100% de coleta e tratamento da rede de esgoto. E isso não é motivo de orgulho, pois só mostra o quanto nosso país está atrasado – criticou.

Outro exemplo focado nas melhorias de infraestrutura foi dado pelo diretor-presidente da GOL, Paulo Kakinoff.

 Falando sobre a estrutura aérea do Brasil ele sugere como passo principal para a mudança uma boa dose de pragmatismo.

– Precisamos investir em tecnologia para o setor aéreo, pois é isso que fará com que daqui a algum tempo os aeroportos não tenham mais filas – avaliou

O contraponto do painel foi dado com o case espanhol apresentado pelo economista Gabriel Calzada Alvares. Segundo ele, o investimento em energias renováveis feito pela Espanha gerou uma grande bolha e acabou por desencadear uma crise para a população.

– Fazer usinas de energia verde gera muitos empregos, o problema é que depois que as estruturas estão prontas não precisa de empregados para mantê-las, e então se gera o caos do desemprego – explicou.

O problema vivido pelos espanhóis é avaliado por Alvares como uma grande falta de planejamento do governo. “

– A Espanha que antes era o país referência em energia verde agora é o terceiro país com a eletricidade mais cara da Europa. O resultado é que agora outras áreas estão sem competitividade, como, por exemplo, a siderúrgica que precisa muito da utilização da energia em seus processos –  explicou.

 Para o  economista a solução é deixar que o setor privado corra esse risco e faça investimentos em infraestrutura para o país.

Educação Básica

O sexto painel do 26º Fórum da Liberdade  trouxe como debatedores Ozires Silva, reitor do Centro Universitário Monte Serrat (Unimonte), Gustavo Cerbasi, especialista em finanças pessoais, e Luís Filipe Reis, Chief Corporate Centre Office (CCCO) no grupo português Sonae. E tratou do tema” Educação básica – Quais as consequências da ignorância?”.

Os painelistas alertaram sobre o impacto negativo que uma educação deficiente pode ter sobre a democracia e o desenvolvimento social e econômico do Brasil, conclamando uma transformação que abarque os aspectos financeiro, as características das novas gerações e a necessidade de fomentar uma nação que possa competir em igualdade com os players mundiais.

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