Semana decisiva para o Pacto da Mobilidade

Compartilhe:Tweet about this on TwitterShare on LinkedInShare on Facebook

 metrô

Metrô de Porto Alegre: negociação complexa

Dos R$ 4,7 bilhões em projetos apresentados pelo Piratini ao Pacto da Mobilidade, capitaneado pelo governo federal, uma fatia de R$ 1,1 bilhão em obras foi descartada. São intervenções viárias que deveriam ocorrer nas regiões de Caxias do Sul, Rio Grande e Passo Fundo. De Brasília, a justificativa é de que o governo federal pretende priorizar a Região Metropolitana.

Com o corte, o Rio Grande do Sul aguarda as definições do Planalto acerca dos R$ 3,6 bilhões restantes. Do montanteR$ 2,3 bilhões se referem exclusivamente ao metrô de Porto Alegre, uma complexa e extensa negociação tripartite – governos federal, estadual e municipal – que ainda depende de um acordo de modelagem financeira. A última fração, de R$ 1,3 bilhão, é alvo de expectativa no Piratini. Com a verba, o Estado pretende apostar em quatro projetos. A prioridade máxima é fazer obras complementares, como pontes, viadutos, passarelas e trincheiras, nos corredores metropolitanos exclusivos para ônibus que serão construídos em nove municípios: Porto Alegre, Viamão, Cachoeirinha, Alvorada, Novo Hamburgo, São Leopoldo, Sapucaia do Sul, Esteio e Gravataí. O Pacto da Mobilidade garantiria as obras acessórias, enquanto as faixas exclusivas devem ser contratadas a partir do final do ano com empréstimos de R$ 350 milhões da Caixa Econômica Federal. As outras prioridades são a construção do Caminho do Meio, corredor de ônibus que ligará o trecho final da Protásio Alves a Viamão, a duplicação da Estrada do Conde, entre Guaíba e a Capital, e duas linhas de aeromóvel em Canoas. Na última sexta-feira, o secretário do Planejamento, João Motta, percorreu as áreas onde o Piratini pretende fazer as obras com um técnico do Ministério das Cidades. Ele voltará a Brasília na próxima quinta-feira e, desta vez, espera alguma resposta.

– A expectativa é de que haja uma definição sobre o que realmente vai ser contemplado. Esperamos que não tarde demais – diz Motta, que não descarta a possibilidade de ocorrerem novos cortes nos recursos.

A preocupação com os prazos se justifica. Lançado durante os protestos de junho, o Pacto da Mobilidade já cruzou três meses de análises sem concretizações. Como 2014 é ano eleitoral, a lentidão poderá significar mais um rol de promessas legadas ao esquecimento.

Fonte: Carlos Rollsing / Zero Hora    Imagem: Clic RBS

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *