Expresso 2014 debate a herança da Copa do Mundo para o Rio Grande do Sul

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Na manhã desta quarta-feira, 27, ocorreu a 10ª edição do “Expresso 2014”, evento organizado pelo CIEE-RS e Instituto Sportsmarket com apoio da Agenda 2020 a fim de discutir o real impacto da realização da Copa do Mundo em Porto Alegre. No Centro de Eventos do CIEE-RS, em Porto Alegre, o prefeito da Capital, José Fortunati; Paulo Jukoski, o Paulão do Vôlei, Gerente do Comitê de Organização da Copa em Porto Alegre; Flávio Comim, professor de economia da UFRGS; eAmir Somoggi, consultor de marketing e gestão esportiva, expuseram suas opiniões em um debate mediado pelo jornalista Túlio Milman, do Grupo RBS.

Cada convidado fez uma apresentação de 20 minutosmostrando dados, realizações e falhas na organização. Paulão foi o primeiro painelista e destacou o trabalho em conjunto com a FIFA. “Todo mundo me dizia que a FIFA era chata, mas foram alguns dos profissionais mais competentes com os quais já trabalhei”, ponderou. O ex-jogador ainda revelou que a entidade destacou Porto Alegre como uma das melhores cidades-sede e elogiou iniciativas diferenciadas, como o Caminho do Gol, no qual os torcedores percorriam a pé 3,5 km desde a Avenida Borges de Medeiros até o Estádio Beira-Rio. O prefeito Fortunati falou logo em seguida e apresentou uma série de dados sobre o evento na Capital. Os mais expressivos no que diz respeito à mobilidade urbana – revitalização de semáforos, viadutos, paradas e corredores de ônibus – e ao turismo. Foram 350 mil turistas estrangeiros no Estado dos quais 95,6% disseram ter a intenção de retornar ao Rio Grande do Sul.

O professor Flávio Comim criticou o planejamento realizado para o evento, lembrando que a escolha do Brasil como país-sede ocorreu em 2007 e as primeiras obras começaram apenas em 2010. Também lembrou que apesar do ganho econômico, estruturalmente o país não tirou nenhum proveito da Copa. Discutiu o destino dos investimentos no Brasil, que desfavorece itens básicos, como a educação, área que considera primordial para a construção e fortalecimento de uma nação. Amir Somoggi abordou a questão econômica e julgou um erro os feriados em dias de jogos, avaliando que estes “desaqueceram” a economia e diminuíram os ganhos que poderiam ser alcançados.

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