Educação não é só o piso do magistério

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Na visão da Agenda 2020, Sartori terá de olhar a quatro pontos principais na educação gaúcha

Anderson Guerreiro, Agenda 2020
anderson@polors.com.br

A partir de 1º de janeiro, o governador eleito do Rio Grande do Sul, José Ivo Sartori, terá uma série de desafios que precisam ser enfrentados para que voltemos a figurar entre os melhores estados do Brasil em áreas-chave como a educação. Durante o pleito eleitoral, a discussão sobre a qualidade da educação básica gaúcha se resumia, em suma, ao piso nacional do magistério, que não está sendo pago pelo atual governo, mas que também não recebeu promessa de pagamento por parte do governador eleito.

A Agenda 2020, após realizar no primeiro semestre o Desafios do RS e analisar as propostas elencadas pelos voluntários, elegeu sete grandes desafios para o Estado que, de acordo com o movimento, precisam ser tomados como prioridade pelo próximo governador. E uma das áreas é, sem dúvida, a educação.

Os quatro eixos principais, eleitos pelo fórum de Educação da Agenda 2020, são a garantia de acesso e permanência dos estudantes nas escolas, a implantação de políticas para a garantia da qualidade de educação para o século XXI, a valorização do magistério, tornando a carreira atrativa, e a ampliação de recursos para a educação e a gestão eficiente desses.

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Para o professor Paulo Franco, coordenador do Fórum Temático de Educação da Agenda 2020, o próximo governo precisa pensar a educação com foco no uso das novas tecnologias e, concomitante a isso, modernizar as formas de ensino.

– O governador precisa ter gente dentro da secretaria que pense em novas formas de ensino a serem implementadas no Rio Grande do Sul. Os alunos não podem ficar ali em uma sala de aula fechada. Precisam estar conectados com os problemas da nossa sociedade e nisso a tecnologia é fundamental – comenta o professor. Apesar disso, segundo ele, não se deve abandonar as teorias de ensino do passado.

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Professor Paulo Franco no encontro com os candidatos a governador.

Sobre a questão do pagamento do piso nacional aos professores, instituído por lei federal em 2008, a Agenda 2020 entende que sem alterações no plano de carreira do magistério, que é da década de 1970, o passivo só irá aumentar e não chegaremos ao cumprimento efetivo da lei.

– Temos hoje um passivo de cerca de R$ 10 bilhões referentes ao não cumprimento da lei do piso. Isso só vai aumentar se não for mudado o indexador e o plano de carreira – comenta Ronald Krummenauer, diretor executivo da Agenda 2020. Tramita na Câmara, desde 2008, um projeto do próprio Governo Federal para que a base de cálculo do reajuste do piso seja o INPC e não mais o Fundeb.

A lei instituiu o reajuste anual do piso pelo Fundeb (em torno de 22%), mas o atual governador do RS, Tarso Genro, e outras lideranças políticas de todo país defendem que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) seja a base para o reajuste, o que daria um aumento em torno 6% ao ano. Krummenauer diz que o INPC deveria, de fato, ser a base para o reajuste, mas que não se pode aplicá-lo de maneira retroativa, ou seja, o precatório que está se gerando com base nos reajustes pelo Fundeb deverá ser pago pelo Estado em algum momento.

Os objetivos da Agenda 2020 em relação à educação básica se atualizam conforme os avanços que o estado e o país têm nas políticas em torno do tema e nos debates que travam. Em 2007, os três objetivos estratégicos da Agenda foram articulados com as metas do Movimento Todos pela Educação, também iniciado em 2006, e com o debate então em curso sobre a valorização do magistério e a educação em tempo integral.

Clique aqui para ver as principais propostas da Agenda 2020 para a educação gaúcha.

One thought on “Educação não é só o piso do magistério

  1. A escola não é só professor e aluno, funcionários também são parte muito importante deste contexto e são ignorados,desvalorizados e isso resulta em falta de motivação.Funcionário também é educador!

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