POLÍTICAS BASEADAS EM CIÊNCIA

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A frase do presidente chinês, Xi Jinping, marcou o 2º Encontro de Líderes de Parques Científicos Globais, na última semana em Pequim, durante as comemorações do 20º aniversário do mais importante Parque Científico e Tecnológico da China, o TusPark, da Universidade de Tsinghua. O evento reuniu diversos líderes do movimento de parques científicos e tecnológicos e áreas de inovação do mundo.

Os temas centrais envolveram as dinâmicas de evolução dos parques como ecossistemas de inovação e plataformas de desenvolvimento econômico e social das regiões e dos países. Reconhecer e desenvolver talentos, estimular a criatividade e novas ideias, criar uma cultura empreendedora, identificar áreas portadoras de futuro e desenvolver conexões e parcerias são algumas das direções indicadas.

Ficou claro também que os ambientes de inovação, como os PCTs, atraem os grandes investimentos de pesquisa e desenvolvimento no mundo globalizado, e que as grandes organizações vão aonde o talento estiver. Por outro lado, foi dada grande importância ao desenvolvimento de startups de alta tecnologia, buscando um novo vigor para os movimentos de incubadoras e aceleradoras, como forma de gerar novas empresas e empregos, alinhadas com a vocação e as competências de cada região.

Esses ambientes de inovação, que conectam pesquisadores, novas tecnologias, startups e grandes empresas, têm um enorme potencial para transformar as cidades e regiões onde atuam, transbordando suas realizações em busca de uma vida urbana mais inteligente e melhorando a qualidade de vida de suas comunidades. O movimento vive um momento diferenciado, e propicia a jovens empreendedores que sonhos se tornem realidade.

Outro exemplo deste bom momento é que, na edição de 2015, o Fórum Econômico Mundial de Davos terá como um de seus temas centrais os parques científicos e tecnológicos e seu papel no desenvolvimento das regiões. Dessa forma, a frase do presidente chinês faz ainda mais sentido ao afirmar que suas políticas nacionais serão todas baseadas na ciência. Esta é uma visão de futuro não só para a China, mas para todos os países, como o Brasil, que pretendem ser protagonistas do desenvolvimento mundial no século 21.

JORGE AUDY
Pró-reitor de Pesquisa, Inovação e Desenvolvimento da PUCRS, Presidente da Iasp para a América Latina e Voluntário do Fórum Temático de Inovação & Tecnologia da Agenda 2020

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