Cooperação é aliada dos parques tecnológicos

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Pesquisa da FEE destaca a formação de redes nos projetos no Estado

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Uma das políticas de inovação mais usadas do mundo, os parques tecnológicos ganham espaço no Rio Grande do Sul. O Tecnopuc, o Tecnosinos e o Feevale Techpark, na Região Metropolitana de Porto Alegre, estão em operação há, pelo menos, 10 anos e, em breve, devem ganhar a companhia de 12 iniciativas espalhadas pelo Estado. Mas não se trata apenas de quantidade, uma vez que os gaúchos se destacam pela formação de redes de cooperação. É o que mostra pesquisa publicada pela Fundação de Economia e Estatística (FEE).

De acordo com o estudo desenvolvido pelo economista Iván Peyré Tartaruga com os três principais parques do Estado, 39,5% das empresas instaladas se valem da cooperação para inovar. Ou seja, buscam conhecimentos, tecnologia e informações junto às universidades, clientes, fornecedores e, inclusive, concorrentes, para desenvolver suas pesquisas. O dado é considerado positivo comparativamente, pois o mesmo índice em parques latino-americanos é quase nulo.

Além disso, as indústrias brasileira e gaúcha, de uma maneira geral, utilizam a interação, respectivamente, em apenas 15,9% e 9,3% dos casos, segundo o IBGE.

“A criação de redes de interação entre empresas e outras organizações é um dos fatores fundamentais que devem ser levados em conta no processo de inovação tecnológica. Nesse sentido, podemos comemorar, pois os números dos parques gaúchos está bem acima da média da América Latina e da indústria”, destaca Tartaruga.

Por outro lado, segundo o pesquisador da FEE, ainda é necessário evoluir para atingir o mesmo patamar dos centros tecnológicos localizados nos Estados Unidos e na Europa, referências na área. O Parque Científico de Cartuja, na Espanha, por exemplo, possui um índice de cooperação de 78%.

Outro ponto em que as iniciativas gaúchas se destacam é o aproveitamento dos recursos e ativos locais em seus projetos. Como exemplo, o estudo aponta as experiências do Tecnosinos, em São Leopoldo, e o Feevale Techpark, em Campo Bom. Especialmente o segundo, localizado no Vale dos Sinos, desde a sua implantação tem como perspectiva encontrar soluções que colaborem no desenvolvimento do setor calçadista, o mais importante da região. “Não adianta trabalhar com uma tecnologia completamente fora da experiência regional. Além disso, a inovação também está em descobrir quais áreas que poderiam ter algum potencial de desenvolvimento”, completa Tartaruga.

Os 12 parques em implantação no Estado devem intensificar a tendência de atenção às demandas locais. O projeto da Universidade Federal de Rio Grande, por exemplo, vai se chamar Oceantech, se vinculando aos estudos oceanográficos e de apoio ao desenvolvimento do polo naval. O Tecnovates, proposto pela Univates, trabalhará questões ligada à indústria de alimentos e bebidas. Nos próximos anos, está prevista a abertura de centros científicos nas regiões Norte (Erechim e Passo Fundo), Sul (Pelotas e Rio Grande), Vale do Rio Pardo (Santa Cruz), Fronteira-Oeste (Alegrete), entre outros.

Confira a apresentação da FEE:

Fonte: Jornal do Comércio

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