Se educação continuar não sendo prioridade, avançaremos por onde?

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No Dia Mundial da Educação, que desde 2000 ocorre em 28 de abril, devemos fazer uma análise mais profunda sobre o que de fato esperamos do país, do estado e dos municípios tendo como base a não priorização da educação por parte do poder público. É utópico pensarmos que grandes avanços virão sendo que é consenso que o maior pilar desenvolvimentista deveria ser sustentado por uma educação básica de qualidade.

O Brasil já destina uma fatia maior que muitos países ricos do seu Produto Interno Bruto (PIB) para a educação. No entanto, quando se afere a qualidade dos investimentos, ficamos, ainda, para trás. O gasto público com educação em 2011, no Brasil, chegou a 5,5% do PIB, 0,2% mais que os Estados Unidos.

Um dos dados mundiais que mede a eficácia do gasto com educação é do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (em inglês Programme for International Student Assessment – PISA). Dos 65 países avaliados em 2012, o Brasil aparece em 57º no ranking que é liderado pela China e tem os Estados Unidos em 29º. Nosso vizinho Uruguai destina cerca de 2,9% do seu PIB para a educação (quase a metade dos investimentos brasileiros) e aparece à nossa frente no PISA.

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Quando aterrizamos no Rio Grande do Sul, a situação não é diferente. O maior medidor da qualidade do ensino é o Ideb – Índice de Desenvolvimento da Educação Básica, do Ministério da Educação. O estado atinge a meta (que, diga-se de passagem, é modesta se compararmos a países desenvolvidos) apenas nas séries iniciais do ensino fundamental. Em 2013, o RS ostentou média 5,5, ultrapassando em apenas 0,2 a meta. A nota máxima é 10. Ou seja, se o Ideb fosse uma prova da escola ou da faculdade, estaríamos, mesmo aqui, reprovados.

Nas séries finais, que vão do sexto ao nono ano, o resultado é alarmante. O RS mantém, nos últimos oito anos, uma média entre 3 e 4 pontos, com pequenas elevações. Ainda assim, abaixo da meta de 4,4. No ensino médio, o resultado não é diferente. O índice do estado ficou em 3,7 em 2013.

Vários fatores podem ser estudados como causadores da queda brusca da qualidade de educação no estado e no país a partir dos anos finais do ensino fundamental. Um artigo publicado hoje no jornal Folha de S.Paulo traz algumas evidências, entre elas a mudança no número de professores, que sai de um e passa a ter um para cada disciplina, e a falta de uma formação adequada a quem ensina. O texto aponta como “saída” a educação integral.

É o que pensa, também, o Fórum de Educação da Agenda 2020 que defende, entre outras medidas, a ampliação e dos investimentos na valorização e qualificação dos professores e na ampliação de escolas que ofereçam educação em tempo integral.

Gasto público em educação em comparação com outros países
Gasto público em educação em comparação com outros países

 

One thought on “Se educação continuar não sendo prioridade, avançaremos por onde?

  1. Uma das maiores dívidas da humanidade para com a humanidade é a educação. “Sujeito esclarecido é um sujeito perigoso.” A coisa fecha com a profecia de Santo Agostinho: “o egoísmo é a base de todos os males.”…:)

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