5 tendências tecnológicas de impacto na educação

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Em evento internacional de Tecnologia da Educação, especialista lista as práticas que, para ele, já deveriam ser comuns no ensino fundamental
Em evento internacional de Tecnologia da Educação, especialista lista as práticas que, para ele, já deveriam ser comuns no ensino fundamental

Um mundo controlado pelas máquinas e permeado de elementos virtuais já chegou e é preciso estar preparado para ele. Esse poderia ser o resumo da conferência de Jason Ohler, especialista em tecnologia da educação da Universidade do Alasca, na conferência organizada pela Sociedade Internacional para a Tecnologia da Educação esta semana, nos Estados Unidos.

Em uma plateia lotada de educadores, Ohler definiu quais seriam as cinco tendências tecnológicas que, para ele, todo professor deveria levar em conta hoje ao preparar as disciplinas, principalmente para o ensino fundamental. Confira quais são elas:

1. Big Data

A possibilidade de acessar rapidamente uma quantidade enorme de informações por meios virtuais, o chamado “Big Data”, combinada com um ensino inteligente de como utilizar essa enxurrada de dados oferece um grande potencial de aprendizagem e não pode ser desprezado. “Com o Big Data, o professor pode trazer os alunos com velocidade até a vanguarda dos temas que, até então, eles estavam ficando para trás”, disse Ohler.

O especialista fez apenas uma ressalva. “É preciso assegurar-se de estar utilizando os dados como programado, com controle sobre eles, também crítico, e ensinar a fazer isso”.

2. Realidade Aumentada

A utilização de dispositivos para inserir a realidade virtual no mundo real – por exemplo, colocar um personagem de animação sentado na classe – é uma realidade em muitas salas de aula no mundo. A técnica, cada vez mais popular, pode ser uma aliada na educação.

O exemplo utilizado na conferência por Ohler foi a de uma exposição de arte organizada por estudantes (veja no vídeo abaixo). Os visitantes tinham de utilizar seu celular ou tablet para justapor as peças na realidade com elementos virtuais. “Não tive nenhum problema para engajar os alunos nesse projeto, eles realmente adoraram e ficaram muito mais tempo estudando e pesquisando do que eu poderia imaginar”.

3. Web Semântica

Entender o quanto antes a forma como as informações estão organizadas na internet, principalmente para serem encontradas rapidamente pelas máquinas, é algo a ser ensinado e discutido com os alunos. A evolução da antiga web que reunia diferentes bancos de dados para a chamada “Web 3.0”, em que as máquinas são capazes de buscas mais complexas e eficazes, transformou a ‘web de documentos’ em uma ‘web de dados’.

Mas não para aí, a web 4.0, em que os objetos passam a estar conectados entre si pela internet (casas, geladeira, carros, etc), está às portas. “Tudo estará conectado”, insiste Ohler, também na educação.

4. “Bring Your Own Device”

A febre do BYOD, sigla em inglês que significa “traga o seu próprio dispositivo” veio para ficar, na opinião de Ohler. “Todo mundo quer o seu próprio espaço de trabalho, e isso não será diferente nas instituições de ensino”, acredita.

Nesse cenário, os educadores precisam ajudar os alunos a distinguir o mundo real do virtual. “Quero que eles tragam seus notebooks em sala de aula porque gosto de ajudá-los a passar por essas questões éticas, importantes e complicadas que relacionam o virtual e o real”.

5. “Transmídia”

A transmissão de um conteúdo por diferentes mídias (cujos dados ajudam a entender uma realidade de diversos pontos de vista), a chamada ‘transmídia’, ainda é, infelizmente, pouco utilizada na educação, na opinião de Ohler. “Estamos ignorando uma ferramenta de grande potencial educativo”, afirmou.

Se usada corretamente, segundo ele, a transmídia daria a educadores e estudantes a oportunidade “de contar histórias em uma variedade de formas, além de cobrir a lacuna entre o pensamento crítico e o criativo”.

Matéria do jornal Gazeta do Povo, do Paraná.

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