OCDE divulga relatório anual sobre situação da Educação no mundo

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Aquele tempo em que se vivia no escuro, sem saber como o ensino andava está definitivamente para trás. Os últimos 10 dias marcam bem isso. Além da divulgação dos dados do Ideb, com a série histórica de 10 anos, a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) acaba de divulgar mais uma edição do relatório Education at a Glance.

O documento engloba um universo enorme de indicadores, da frequência do uso de tecnologias por grau de instrução até o total de empréstimos no Ensino Superior e a proporção de mulheres na docência. São contemplados os 35 países que integram a OCDE e mais algumas nações parceiras. Entre elas, está o Brasil.

Como nas edições anteriores, no geral estamos em uma posição baixa em relação aos outros participantes da pesquisa. No entanto, qualquer tipo de comparação tem que considerar que estamos olhando para realidades muito díspares. Pensando no tamanho, por exemplo, o Brasil tem proporções continentais e alguns dos primeiros colocados possuem redes equivalentes à de um Estado nosso.

Tendo esse cuidado em vista, conheça algumas das constatações do relatório sobre o nosso país:

– O Brasil é um dos últimos colocados no total de investimento anual por estudante. Estamos à frente apenas de México, Colômbia e Indonésia. Por outro lado, somos o terceiro país com maior proporção de gasto público em Educação em relação ao total geral de gastos públicos (16,1%, sendo que a média dos países da OCDE é 11,3%).

– A idade em que a Educação Básica termina (15 anos em média, no Brasil) é considerada baixa por aqui em comparação com a média de 17 anos, mas conseguimos uma taxa bem mais alta que a Índia, por exemplo, onde a idade é de 12 anos.

– Enquanto 97% das crianças de 5 a 14 anos estão na escola no Brasil, apenas 69% dos jovens de 15 a 19 anos seguem os estudos (a média da OCDE para essa faixa etária é de 84%).

O salário inicial dos professores no Brasil é um dos mais baixos.

Confira como está o Rio Grande do Sul neste contexto acessando os dados da Sinaleira 2020.

Leia o artigo “Ideb nos mantém na Série C da educação”.

via Revista Nova Escola

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