A verdadeira República

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Entender o conceito de República, achar a verdadeira causa dos problemas e tomar a iniciativa cidadã de participar de uma mudança para uma nova ordem é o que cabe a cada um de nós

Tancredo quase foi o presidente da transição e inventou o termo “Nova República”. Que República? República Democrática? A palavra Democracia não aparece na constituição americana. Estamos falando do país considerado um exemplo de modelo de liberdades individuais.

No Brasil, a Democracia da Nova República é usada a toda hora para justificar uma porção de coisas e a maioria delas são fatos que nos levam para onde estamos. O que há de errado? A Democracia do jeito que está em nosso país nos prejudica?

Democracia significa prestigiar a vontade da maioria na sociedade. Por exemplo, imagine-se, no velho oeste americano, um bando de cidadãos que, ao deparar com um ladrão de gado, por maioria absoluta, delibera democraticamente que o sujeito seja enforcado. No entanto, se ao mesmo tempo chegasse junto, solitário, o xerife da região, ele evitaria a decisão da maioria, e daria chance ao indivíduo, conforme a lei, de ser julgado e receber a pena legal apropriada. É o regime da lei: a República.

Esta é a diferença entre os Estados Unidos e o Brasil. Entre um dos maiores exemplos de República do mundo e de um país “democrático” de uma “Nova República” cuja ordem foi instituída em 1988 pela atual Constituição. Ela foi analisada recentemente por vários oradores que alertam para a criação de “castas” corporativas abençoadas por inúmeros direitos, grande parte impagáveis pelo Estado, que tem levado o país ao caos econômico, social e moral em que se encontra.

Entender o conceito de República, achar a verdadeira causa dos problemas e tomar a iniciativa cidadã de participar de uma mudança para uma nova ordem é o que cabe a cada um de nós na busca, não de direitos, mas sim de oportunidades para colaborar com a criação de riqueza e participar desta conquista.

Devemos reescrever nossa Constituição e limpar dali os conceitos absurdos de um país que vai sustentar um povo, e sim dar a liberdade para o povo reconstruir o país.

Transformá-la em algo que maximize as liberdades, que imponha leis republicanas e que priorize uma verdadeira federação respeitando as diferenças históricas regionais. Trata-se de uma mudança estrutural necessária e a única possível, na minha opinião, de ter sucesso reunindo todas as reformas que por aí se fala.

Por Ricardo Felizzola

Fonte: ZH

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