As montanhas não virão ao Rio Grande do Sul

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O Rio Grande do Sul não pode esperar que o mundo o procure. O Rio Grande do Sul deve ir ao mundo. A forma é a competitividade, a execução é a estratégia e o resultado advém da liderança. Houve tempo em que a forma eram as missões internacionais para descobrir o “novo mundo”, a execução era a habitual troca de cartões e a liderança reativa, na espera de resultados.

O mundo mudou. A economia tornou-se complexa. Países evoluíram rapidamente. A competitividade passou a ser a pedra de toque àqueles governos e empresas que buscaram alavancar sua potencialidade.

A primeira tarefa é compreender quais são os atributos da competitividade (a sua forma), já plenamente desenhada pelos principais índices de competitividade globais. No mínimo, falamos de 12 fatores (se adotarmos o do World Economic Forum): as instituições, a infraestrutura, o ambiente macroeconômico, saúde e educação primária (que são os indicadores básicos), educação superior, a eficiência de mercado, as legislações trabalhistas e o mercado financeiro (tidos como os vetores de potencialidade) e finalmente a “prontidão tecnológica”, a sofisticação dos negócios, a inovação e o tamanho do mercado.

Quanto à execução, ela deve ser estratégica. O governo e as empresas precisam adquirir binóculos mais potentes, capazes de capturar as dimensões cada vez mais complexas em um mundo acelerado, valendo-se de diagnóstico de potencial, análises de conjuntura, planos e cenários – visando à competitividade.

Um governo ou uma empresa podem ter uma alta produtividade, mas uma baixa competitividade, perdendo o potencial de explorar o mundo, muitas vezes achando que as “montanhas virão ao Rio Grande do Sul”. O terceiro ponto é seminal na busca efetiva de resultados: a liderança. A postura deve ser proativa, obstinada e profissional, espelhando-se no que há de melhor (e colocar em prática) liderando um movimento para a competitividade. Buscá-la é juntar-se aos melhores, sair da zona de conforto, buscar na criatividade e na inteligência a diferença. Diferença que pode ser a grande virada de um governo e de muitas empresas. Se já temos excesso de diagnósticos, eles podem estar errados! Somados a diagnósticos mais aprumados na popa, a estratégia e a liderança, na proa, nos levarão aos mares mais profundos, onde há o que se pescar!

Cezar Roedel – Coordenador da área de competitividade internacional da Vossa Estratégia e Comunicação

Fonte: ZH

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