A “empresariofobia” pode destruir o empreendedorismo

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A tendência da generalização é o caminho mais rápido de se cometerem injustiças. Esse alerta tem grande importância no atual momento que vive o Brasil, quando se torna fácil pegar o mau exemplo de alguns empresários e jogá-lo sobre todos os empreendedores do país.

Neste que é um dos períodos mais pródigos da história nacional _ quando há a chance imperdível de separar o joio do trigo _ pode-se perder essa oportunidade e crucificar todos aqueles que um dia se arriscaram a enveredar no mundo da livre-iniciativa. Portanto, temos que ter cuidado para não transformar o atual momento brasileiro num campo fértil para a “empresariofobia”.

Não vamos desperdiçar este capítulo histórico da vida nacional alastrando a pecha da corrupção para todos os empreendedores

Não estou falando dos “amigos do rei”, que usufruem as benesses da corte. Estou me referindo, isto sim, à legião de anônimos empresários que, mesmo indignados, amargam em silêncio as injustiças sofridas.

Precisamos valorizar os empreendedores cuja agenda diária é trabalhar, produzir e vender, gerando empregos e renda, pagando impostos. Essa é a força da economia real, embora sombreada pelas celebridades extemporâneas que da noite para o dia passaram a ser financiadas por estratégias equivocadas, como a de privilegiar os ditos “campeões nacionais”.

No meu discurso de posse na Fiergs, no dia 18 de julho último, fiz questão de enfatizar : “(…) Somos, sim, a favor da operação Lava-Jato. Sem caça às bruxas. Sob o império da lei. Não só pelo seu significado moral e ético, mas porque as suas ações são instrumentos de defesa econômica. A propina e a sonegação são a mola mestra da concorrência desleal. (…)”

Portanto, não vamos desperdiçar este capítulo histórico da vida nacional alastrando a pecha da corrupção para todos os empreendedores. Também não há como generalizar a culpa para todos os políticos, funcionários públicos, integrantes do Judiciário em todos os níveis, e autoridades dos demais poderes constituídos. Vamos valorizar os que realmente fazem esta nação crescer, que formam a maioria séria e correta do povo brasileiro. E muito cuidado com a “empresariofobia”, pois ela pode destruir uma das maiores riquezas da sociedade brasileira: o empreendedorismo.

Por Gilberto Porcello Petry

Fonte: GaúchaZH

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