Gaúchos estão em segundo lugar no Brasil no domínio do inglês

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Rio Grande do Sul é o segundo Estado brasileiro com maior domínio da língua inglesa, conforme o Índice de Proficiência em Inglês 2017 (EPI, na sigla em inglês), perdendo apenas para o Distrito Federal. Logo após estão Paraná, São Paulo e Santa Catarina, todos com índice de proficiência moderado.

Além do levantamento, que foi divulgado nesta quarta-feira (7) pela empresa EF Education First, foi criada uma premiação para destacar a evolução de cada região no idioma. Mato Grosso do Sul foi o estado que mais evoluiu, subiu de nono (em 2016) para o sexto lugar nesta edição. Já a pior classificação no ranking ficou com Mato Grosso, com proficiência muito baixa.

Entre os países, o Brasil caiu uma posição no ranking do ano passado, desceu de 40º para 41º na classificação geral.

Atrás, por exemplo, da Argentina (25º), Índia (27º), China (36º) e Rússia (38º). O Brasil continua na categoria de proficiência baixa em inglês – mesma classificação dos últimos quatro anos – e mantém a última colocação na comparação com os demais países dos Brics (Rússia, Índia e China). O resultado só não foi pior do que o apontado em 2012, na segunda edição do estudo, quando o nível de proficiência dos brasileiros foi classificado como “muito baixo”.

Apesar da pontuação inferior à do ano passado, a Argentina é a melhor colocada da América Latina, com proficiência moderada. O Brasil fica em quarto lugar na região, atrás também da República Dominicana e da Costa Rica. A América Latina ainda está abaixo da média global, apesar do melhor desempenho de países como Colômbia e Panamá.

Holanda, Suécia e Dinamarca ocupam as três primeiras posições, com nível de proficiência muito alta. Já o Laos, na Ásia, obteve o pior resultado, sendo o último colocado entre os países com proficiência muito baixa.

Estados com índice de proficiência moderado

– Distrito Federal – índice 53,73
– Rio Grande do Sul – 53,06
– Paraná – 52,94
– São Paulo – 52,89
– Santa Catarina – 52,60

Metodologia

A sétima edição do levantamento feito pela EF Education First classificou os países e territórios com base em dados de mais de 1 milhão de pessoas que fizeram o EF Standard English Test (EF SET). A avaliação é padronizada, gratuita e classifica mundialmente o nível de conhecimento entre adultos de países que não têm a língua inglesa como idioma nativo. Os conhecimentos avaliados são gramática, leitura e compreensão. O teste está disponível online.

O vice-presidente da EF e responsável pela pesquisa no Brasil, Luciano Timm Bergmann, ressalta que a importância de o teste ser gratuito é possibilitar que qualquer pessoa avalie seu nível de inglês em uma comparação global.

– Normalmente, as pessoas fazem testes que avaliam sua capacidade com base em características de uma determinada região em que se baseia o aprendizado do inglês, e isso não dá a ela a dimensão global do seu conhecimento. O teste da EF faz uma comparação metodológica com os testes de outros países – afirma Bergmann.

Mas o especialista ressalta que uma das coisas mais importantes desse relatório é que, embora ele mostre a queda de posição do Brasil no ranking, aponta também uma série de soluções relacionadas às melhorias que podem ser feitas na educação nacional.

– O EF EPI 2017 identificou os perfis de 20 importantes iniciativas de aprendizagem da língua inglesa em todo o mundo, desde reformas curriculares e treinamentos de professores até plataformas de aprendizagem online para profissionais. Essas ações mostram a amplitude de abordagens e sugestões que os países podem adotar para melhorar a proficiência em inglês – conta.

Relação do inglês com a economia

O relatório apresenta correlações entre o inglês e uma série de indicadores socioeconômicos, incluindo economia e comércio, tecnologia, inovação e índice de desenvolvimento humano. Uma das questões expostas é o fato de a proficiência em inglês estar ligada à competitividade econômica, ao desenvolvimento social e à inovação. Os dados mostram que países com maior proficiência em inglês tendem a ter maiores rendimentos médios, qualidade de vida e investimento em pesquisa e desenvolvimento.

Outras questões que podem ser consultadas no relatório são: a dificuldade de avaliar a proficiência em inglês na África, a baixa proficiência em inglês no Oriente Médio, a melhor proficiência em inglês dos europeus, a maior proficiência da população mais jovem em inglês do que a população mais velha, a diminuição do número de países que mostraram uma melhora significativa na proficiência em inglês, a equiparação da proficiência dos adultos da América Latina com os adultos da Ásia e a melhor fluência das mulheres no inglês em relação aos homens.

O relatório completo pode ser encontrado na página do EF EPI 2017.

Fonte: GaúchaZH

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