Fiergs projeta continuidade da recuperação da economia em 2018

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O crescimento do mercado interno, especialmente do consumo, ditará o ritmo da expansão

A Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs) abriu o período de balanços e perspectivas para a economia do próximo ano. Na avaliação da Unidade de Estudos Econômicos da entidade, 2018 terá continuidade do processo de recuperação hoje em curso. Também será inevitável que a inflação se eleve ao longo do ano, mas esse movimento deve ser bastante gradual, tendo em vista o alto grau de ociosidade da economia.

Diante disso, a Selic deve permanecer muito próxima menor patamar da história (veja os três cenários apresentados pela Federação na tabela ao final desta matéria). O cenário pintado pela equipe comandada por André Francisco Nunes de Nunes (na foto, à esquerda), economista-chefe da entidade, é um alento até mesmo para Gilberto Petry  (na foto, à direita), presidente da Fiergs. “[2017] foi um ano difícil ,e sendo industrial como sou, falo isso de boca cheia, pois nosso setor sofreu bastante. O episódio da JBS, inclusive, atrasou em seis meses a recuperação econômica”, avaliou. A retomada do mercado interno, especialmente do consumo, ditará o ritmo de expansão no próximo ano. Porém, a velocidade não será grande. “Teremos a recuperação mais lenta da história, pois o PIB de 2014 deverá ser retomado apenas em 2020”, antevê Nunes.

Na visão do economista, o ajuste das contas públicas é a tarefa mais importante a ser colocada em prática no país. O déficit programado para este ano é de 2,4% do PIB, enquanto o superávit que estabilizaria a dívida é de 2,2% do PIB, considerando o crescimento projetado da economia e a queda do juro pela metade em um ano. Para isso, seria preciso fazer um ajuste de R$ 309,2 bilhões. Economista de formação, Petry interrompeu Nunes para alertar que, na Itália, a dívida equivale a um PIB e tem juro de 1%. Já no Brasil esse custo sobe para 14% para uma dívida equivalente a 74% das riquezas do país. “Até quando o mercado vai querer comprar títulos da dívida do Brasil?”, questionou.

Na avaliação do estudo “Balanço Econômico e Perspectivas”, que tem 112 páginas (leia o material completo clicando aqui), o cenário político terá influência, principalmente no câmbio, na taxa de juros e no mercado de renda variável. A Fiergs aguarda muita volatilidade desses indicadores, mas a economia deve se manter em trajetória de recuperação cíclica. Ou seja, o resultado das eleições poderá afetar o lado real da economia apenas em 2019.

Os três panoramas previstos pela Fiergs para 2018

Indicador

Cenário Superior Cenário Base Cenário Inferior

PIB

3,20%

2,70% 1,80%

Inflação

5,20% 4,10%

3,50%

Selic 8,00% 7,00%

6,50%

Dólar R$ 2,90 R$ 3,45

R$ 3,80

Fonte: Amanhã

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