Prefeitura entrega licença para obras de revitalização do Cais Mauá, em Porto Alegre

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Entrega ao consórcio responsável pelo projeto permite início dos trabalhos. Porém, ainda falta a ordem de início do governo do estado.

As obras de revitalização do Cais Mauá, em Porto Alegre, podem começar, após anos de tentativas, promessas e espera. Nesta terça-feira (5), o prefeito Nelson Marchezan Júnior (PSDB), entregou a licença de instalação ao Cais Mauá do Brasil S.A, consórcio responsável pela execução do projeto.

Isso permite o início dos trabalhos no local. Porém, ainda falta a ordem de início do governo do estado.

A cerimônia ocorreu no Pórtico Central do Cais Mauá. Autoridades, como o ex-prefeito José Fortunati, o ex-governador Germano Rigotto e o atual chefe do Executivo gaúcho, José Ivo Sartori (PMDB), compareceram. Em um telão, foi projetado um vídeo, com a exibição dos detalhes do projeto.

A promessa era de que a restauração fosse entregue a tempo da Copa do Mundo de 2014, acabou adiada para 2016, no entanto, não saiu do papel.

Com a emissão da licença, a renovação do espaço começa a tornar-se concreta. Agora, a projeção é de que a primeira parte da obra deve começar em três meses.

“As outras etapas têm cronograma por conta do empreendedor, entre mais dois e quatro anos, totalizando seis anos. Estima-se que o cronograma de obra na parte dos armazéns seja de dois anos a começar em cerca de três meses, dependendo da ordem de início do governo do estado”, afirma o secretário municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade, Maurício Fernandes.

A primeira fase será a reforma dos armazéns, tombados pelo patrimônio histórico. A licitação para reformulação da área foi concretizada pelo governo do Rio Grande do Sul em 2010, mas desde 2013 o Cais Mauá está fechado para a reforma.

Durante o Mundial, o Cais Mauá sediou festas e eventos. Em parceria com uma produtora da capital, a empresa responsável pela revitalização do local investiu mais de R$ 1 milhão para as atividades.

O projeto de restauração prevê a recuperação dos pavilhões para a instalação de bares, restaurantes, lojas e estabelecimentos culturais, além da construção de três prédios comerciais e de um shopping center.

Ao todo, as obras serão realizadas em 3,2 km de extensão de área, localizados entre a Estação Rodoviária e a Usina do Gasômetro. A estimativa de investimento privado para todas as obras de revitalização giram em torno de R$ 500 milhões. Não há utilização de recursos públicos.

“Toda a infraestrutura vai ser mantida, com investimento 100% da iniciativa privada”, afirma o secretário.

Um grupo formado por moradores e representantes de entidades ligadas à arquitetura, ao meio ambiente e ao patrimônio histórico criticam o projeto.

Fonte: G1

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