POPULAÇÃO & ECONOMIA

A população do município de Bagé representa pouco mais de 1% da população do Estado e enquanto a variação populacional do Rio Grande do Sul na última década foi de 4,7%, a população do município teve um aumento de 2,3%.  A contribuição de Bagé no PIB estadual é de 0,62%.

Fonte: Fundação de Economia e Estatística e Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil.*Os dados de população que não são obtidos através do CENSO advém de estimativas.

 

Conforme as projeções da Fundação de Economia e Estatística, a população total do Estado deverá continuar crescendo com taxas cada vez menores até meados de 2025, quando atingirá uma população de cerca de 11,07 milhões. Até 2050,a população se reduzirá para 9,7 milhões. Tais projeções levam em consideração variáveis como mortalidade, fecundidade e migrações.

Além disso, irão realizar-se outras alterações na estrutura demográfica do RS. A população de idosos, com 65 anos ou mais, que em 2010 representava em torno de 9,3% da população do Estado, em 2050 será de aproximadamente 21%. A população potencialmente ativa, representada por pessoas entre 15 e 64 anos, sofrerá uma redução a partir da próxima década e em 2050 deve ser 58% do total da população gaúcha. Em 2010 foi de 69,9%. Na mesma direção, o número de jovens (até 14 anos) também vai diminuir, passando de 21% da população, em 2010 para menos de 12%, em 2050.

Tais alterações na estrutura demográfica podem ser percebidas sem gráfico e população de Bagé.

Fonte: Fundação de Economia e Estatística. Nota: Não existem projeções populacionais para municípios, apenas para os estados.

 

 

Pib per capita

O sinal é AMARELO para  o PIB per capita do município, pois este é classificado em limite intermediário*, com valor de R$ 18.361,62. Portanto, o PIB per capita de Bagé está bastante abaixo das médias do Rio Grande do Sul e do Brasil, que são R$ 31.927 e R$ 28.046, respectivamente. O PIB per capita do município pode elevar-se por conta do baixo crescimento da população e não pelo aumento da geração de PIB exclusivamente. Como meta para o Rio Grande do Sul é considerada uma média dos países da OCDE que é de aproximadamente US$ 24 mil.

Fonte: Fundação de Economia e Estatística e Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil. Em 2015 o IBGE divulgou diversas mudanças conceituais e metodológicas sem cálculo do PIB dos municípios, tendo como referência o ano de 2010.
* Nota: Sinal Vermelho – municípios com PIB pc até R $ 17.717,00. Sinal Amarelo – municípios com PIB pc de R$ 17.718,00 a R$ 36.435,00. Sinal Verde – municípios com PIB pc superior a R$ 36.436,00. A descrição da metodologia está disponível na área de Indicadores e Critérios.

Renda per capita

O sinal é AMARELO  porque a renda per capita média de Bagé, R$ 795,56, está classificada na faixa intermediária dentre os municípios gaúchos. Ainda assim, o valor do município é inferior a média do Rio Grande do Sul e do Brasil de R$ 959,00 e 793,00 respectivamente. A meta da Agenda 2020 é que o Estado dobre sua renda média domiciliária sem período de 20 anos.

Fonte: Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil.
Nota: Sinal Vermelho – municípios com Renda pc até R$ 492,00. Sinal Amarelo – municípios com renda pc de R$ 493,00 a R$ 1.054,00. Sinal Verde – municípios com Renda pc superior a R$ 1.055,00.

IDESE

O sinal está amarelo  porque a pontuação obtida pelo município está classificada na área de desenvolvimento médio. Composto por três blocos, os indicadores das áreas de educação e de renda merecem destaque para continuamente apresentaram resultados crescentes. A área da saúde que parte de uma base mais alta obteve uma pequena melhora ao longo da série. A cada nova edição da pesquisa, o município está alcançando melhores resultados.

Fonte: Fundação de Economia e Estatística.
Nota: Sinal Vermelho – municípios com IDESE menor ou igual a 0,499 – baixo nível de desenvolvimento. Sinal Amarelo – municípios com IDESE maior ou igual a 0,500 e menor ou igual a 0,799 – médio nível de desenvolvimento. Sinal Verde – municípios com IDESE maior ou igual a 0,800 – alto nível de desenvolvimento.

IFGF

O sinal é vermelho, porque a pontuação da cidade está abaixo de 0,6. Ou seja, com uma gestão municipal em dificuldades ou crítica, apresentando Conceito C e D. Os municípios com índices entre 0,6 e 0,8 obtém Conceito B que demonstra boa gestão. Para receber o conceito A ou Gestão de Excelência, o município deve marcar de 0,800 a 1 ponto. O pior indicador do índice historicamente é representado na categoria de Investimentos.

Fonte: Firjan

LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL

O sinal está amarelo porque o percentual de gastos com pessoal do município está entre o limite de alerta, entre 48,60% da receita corrente líquida – RCL e o limite máximo de 54%.  As Prefeituras com gastos superiores a 54% da RCL encontram-se acima do limite de comprometimento legal, portanto, recebem sinal vermelho. Por fim, receberão sinal verde aquelas cidades com gastos de pessoal inferiores a 48,60% da RCL.


Fonte: Tribunal de Contas do Estado do RS – Por conta de deduções de valores como as pensões, a assistência médica, o Imposto de Renda, o auxílio alimentar, o auxílio funeral, entre outros, os percentuais disponibilizados pela TCE não são idênticos aos Não Relatório de Gestão Fiscal dos municípios.

 

EDUCAÇÃO

IDEB – Séries Iniciais (até a 4ª série)

O sinal está VERDE  porque o município de Bagé está atingindo as metas do MEC para as séries iniciais tanto nas escolas estaduais quanto nas escolas da rede municipal.

Fonte: INEP
Nota: A média do RS é em relação às escolas públicas do estado, não há disponibilidade de uma média das escolas municipais para os estados.

 

P-educa-verm IDEB – Séries Finais (até a 8ª série)

O sinal está VERMELHO porque o município de Bagé não atingiu a meta projetada pelo MEC e também teve resultados inferiores a média brasileira e gaúcha, tanto nas escolas municipais quanto nas escolas estaduais.

Fonte: INEP
Nota: A média do RS é em relação às escolas públicas do estado, pois não há disponibilidade de uma média das escolas municipais para os estados.

 

 

ESCOLARIDADE POPULAÇÃO ADULTA

Em relação a escolaridade da população adulta (25 anos ou mais) cerca de 62,4% dos residentes não tem ensino médio completo, estando classificados entre fundamental incompleto e analfabeto (6%), fundamental incompleto e alfabetizado (38,5%) e fundamental completo e médio incompleto (17,9%). Com ensino médio completo e superior incompleto o percentual é de 25,0 e com curso superior completo o percentual é de 11,8% da população referida.

Fonte: Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil.

Saúde

P-saude-amareLeitos Hospitalares

O sinal está AMARELO pois o município está classificado no limite intermediário, isto é, possui entre 2,3 e 2,9 leitos para cada mil habitantes. A meta estipulada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) estabelece uma média de 3 a 3,5 leitos hospitalares para cada 1.000 habitantes.


Fonte: Datasus.
Nota: Sinal Verde: 3 ou mais leitos por 1.000 habitantes. Sinal Amarelo: 2,3 a 2,9 leitos por 1.000 habitantes. Sinal Vermelho: Abaixo de 2,3 leitos por 1.000 habitantes.

Taxa de Mortalidade

O sinal está VERMELHO porque a taxa de mortalidade de Bagé está classificada no nível alto, ou seja, acima de 12 mortes para cada mil nascidos vivos. No RS e no Brasil este número é de 7,8 e 9,8 mortes por mil crianças nascidas vivas, respectivamente. Este indicador reflete a existência de prevenção e as condições gerais de desenvolvimento do município. A meta desejada são 5,6 mortes por mil nascidos vivos que é a média dos países de alta renda da OCDE.

Fonte: Datasus.
Nota: Sinal Verde: Igual ou abaixo a 5.6 mortes para cada mil nascidos vivos.  Sinal Amarelo: De 5,7 a 12 mortes para cada mil nascidos vivos. Sinal Vermelho: Acima de 12 mortes para cada mil nascidos vivos.

Dentre os recursos aplicados em saúde em Bagé, em torno de 46,7% foi investido pelo município, e os 53,3% restantes de responsabilidade federal. Em valores absolutos, o município investiu R$ 179,72/hab, enquanto as transferências federais totalizaram R$ 205,68/hab, no ano de 2015.

Fonte: Datasus.

 

Taxa de mortalidade em acidentes de trânsito

O trânsito é uma das principais causas de morte e representa um enorme encargo para as economias e para as famílias em todo o mundo. Por sua importância, integra as metas dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável – ODS que estabelece uma redução de 50% das mortes e traumatismos ocasionados pelo trânsito até 2020. No Brasil, a taxa de mortalidade foi de 23 mortes para cada 100 mil habitantes, em 2015. No Rio Grande do Sul, este número para o ano de 2016 foi de 14,9 e em Bagé 3,3. Em todo mundo, a taxa de mortalidade é de 17,4 mortes para cada 100 mil habitantes, sendo que os melhores exemplos são os da Europa com 9,3 e os piores da África 26,6 óbitos em 100 mil habitantes (OMS, 2013).

Fonte: Detran e OMS
Nota: São consideradas vítimas fatais pessoas que faleceram em razão das lesões decorrentes do acidente de trânsito, no momento ou até 30 dias após a ocorrência do mesmo. Sinal Verde: abaixo de 12 mortes/100 mil hab – Sinal Amarelo: entre 12 e 20 mortes/100 mil hab – Sinal Vermelho: acima de 20 mortes/100 mil hab.

 

 

Segurança

Homicídios

O sinal está VERMELHO porque a taxa de homicídios em Bagé foi superior à meta estipulada de 10 homicídios para cada 100 mil habitantes. Os resultados vinham sendo positivos nos últimos anos, mas em 2016 o município registrou 13 homicídios. Acima de 10 homicídios por 100 mil habitantes a Organização Mundial da Saúde – OMS considera nível de epidemia.

Fonte: Secretária de Segurança Pública do RS.
Nota: Sinal Verde: até 10 homicídios para cada 100 mil habitantes;  Sinal Amarelo: de 10 até 13 homicídios para cada 100 mil habitantes; Sinal Vermelho: Acima de 13 homicídios para cada 100 mil habitantes.

Tráfico de drogas

O sinal está vermelho por conta do enorme crescimento das ocorrências de tráfico de drogas no município nos últimos anos. Entre 2002 e 2016 houve um aumento de quase quinze vezes  no número de casos, atingindo um pico em 2016. A meta da Agenda 2020 é que os casos de tráfico de drogas, por estarem excessivamente atrelados ao aumento da criminalidade e da violência, sejam reduzidos em 50% nos próximos 5 anos.

Fonte: Secretária de Segurança Pública do RS.
Nota: Os municípios que conseguiram estabilizar as ocorrências no decorrer da série histórica, receberam sinal amarelo.

 

ATIVIDADE ECONÔMICA, EMPRESAS E EMPREGOS

A atividade econômica do município está concentrada no setor terciário, com grande participação do comércio e dos serviços na economia local.  O setor primário é o segundo que mais contribui na atividade econômica do município, sendo que a indústria de transformação e a construção civil, integrantes do setor secundário, são os que possuem menor participação.

Fonte: Sebrae/RS

 

A respeito do porte das empresas, a grande maioria dos estabelecimentos são empreendedores individuais e microempresas, as pequenas empresas representam em torno de 6% e as médias e grandes menos de 1%. Quase 70% das empresas do município têm mais de 3 anos de atividade e vale lembrar que o período de maior risco de fechamento para as empresas é em até um ano de atividade. A taxa de sobrevivência dos estabelecimentos nesta faixa no RS é de 83,4% e no Brasil de 81,7% (IBGE, 2013).

Fonte: Sebrae/RS

 

Fonte: Sebrae/RS

 

Empregos

O sinal está vermelho porque o número de empregos formais decresceu no último ano no município e está abaixo da media do Estado. O número de empregos gerados na indústria de transformação é bastante pequeno e vale lembrar que é na indústria que são pagos os melhores salários para os trabalhadores elevando a renda per capita do município.

Fonte: MTE/Caged.

SANEAMENTO

Índice de Perdas na Distribuição da Água

O sinal está AMARELO porque os níveis de perda de água do município estão no limite intermediário, com perdas de água entre o intervalo de 21% e 31%. Apesar de ser a meta estipulada no Plano Nacional de Saneamento Básico, ainda está acima dos níveis considerados satisfatórios pelos institutos de pesquisa e conforme critérios internacionais que consideram aceitáveis níveis abaixo de 20%.

No Brasil, aproximadamente 83% da população é atendida com abastecimento de água tratada e a cada 100 litros de água coletada e tratada, cerca de 63% são consumidos. Isto é, 37% da água tratada é perdida, seja com vazamentos, roubos e ligações clandestinas, falta de medição ou medições incorretas no consumo de água. O prejuízo resultantes destas perdas estimado pelo Instituto Trata Brasil é de R$ 8 bilhões.

Fonte: Trata Brasil/2015.  Verde – abaixo de 20% de perdas de água (critério internacional) Amarelo – entre 21% e 31% (meta para 2033 do PLASAB) Vermelho – acima de 31% (acima da meta do PLASAB).

 

Índice de Coleta e Índice de Tratamento de Esgoto

O sinal está VERMELHO porque os níveis de coleta e de tratamento do esgotamento sanitário do município não atingem a meta estipulada pelo Programa das Nações Unidas pelo Desenvolvimento – PNUD que é de 75%. De todo esgoto gerado em Bagé, 40,1% são coletados e destes, 27,5% são tratados, ou seja, o nível total de coleta e de tratamento de esgoto sanitário do município é 11,1%.

No RS, os níveis de coleta e tratamento de esgoto são da ordem de 22%. Ou seja, 22% da população tem seu esgoto coletado e encaminhado para um tratamento de esgoto. O RS está muito atrás da situação do Brasil que tem mais de 41% de níveis de coleta e tratamento de esgoto.


Fonte: Trata Brasil e Ministério das Cidades/SNIS.

MOBILIDADE URBANA

O número de veículos registrados em Bagé teve um aumento de quase 85% nos últimos onze anos e o índice de motorização, que indica o número de veículos para cada 100 habitantes, mais que dobrou. Em 2006, para cada 10 habitantes haviam 3 veículos. Em 2017, para os mesmos dez habitantes existem 5,3 veículos.

Frota de veículos


Fonte: Denatran.

Nota: Indica o número de veículos para cada 100 habitantes.
Fonte: Denatran.