POPULAÇÃO E ECONOMIA

A população do município de Bento Gonçalves representa pouco mais de 1% da população do Estado, mas sua participação vem aumentando nos últimos anos. Entre 2006 e 2016 a  variação da população do estado foi de 4,7% quando o número de habitantes do município cresceu em 14,3%. A contribuição de Bento Gonçalves no PIB é de 1,49%.

Fonte: Fundação de Economia e Estatística e Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil.*Os dados de população que não são obtidos através do CENSO advém de estimativas.

 

Conforme as projeções da Fundação de Economia e Estatística, a população total do Estado deverá continuar crescendo com taxas cada vez menores até meados de 2025, quando atingirá uma população de cerca de 11,07 milhões. Até 2050,a população se reduzirá para 9,7 milhões. Tais projeções levam em consideração variáveis como mortalidade, fecundidade e migrações.

Além disso, irão realizar-se outras mudanças na estrutura demográfica do RS. A população de idosos, com 65 anos ou mais, que em 2010 representava em torno de 9,3% da população do Estado, em 2050 será de aproximadamente 21%. A população potencialmente ativa, representada por pessoas entre 15 e 64 anos, sofreu uma redução a partir da década de 2050 se desenvolveu 58% do total da população gaúcha. Em 2010 foi de 69,9%. Na mesma direção, o número de jovens (até 14 anos) também vai diminuir, passando de 21% da população, em 2010 para menos de 12%, em 2050.

Tais mudanças na estrutura demográfica podem ser percebidas no gráfico etário da população de Bento Gonçalves.

Fonte: Fundação de Economia e Estatística. Nota: Não existe projeções populacionais para municípios, apenas para os estados.

 

 

P-pib-verdePIB per capita

Em Bento Gonçalves, o sinal é VERDE para  o PIB per capita do município, pois este é enquadrado no  limite superior*, com valor de R$ 47.420,87. Está bem acima das médias do Rio Grande do Sul e do Brasil, que são R$ 31.927 e R$ 28.046, respectivamente. O PIB per capita do município vem apresentando resultados crescentes mesmo contando com crescimento populacional significativo. A cidade atinge um dos mais altos níveis para este indicador no estado. Como meta para o RS é considerada uma média dos países da OCDE que é de cerca de US$ 24 mil.

Fonte: Fundação de Economia e Estatística e Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil. Em 2015 o IBGE divulgou diversas mudanças conceituais e metodológicas sem cálculo do PIB dos municípios, tendo como referência o ano de 2010.
* Nota: Sinal Vermelho – municípios com PIB pc até R$ 17.717,00. Sinal Amarelo – municípios com PIB pc de R$ 17.718,00 a R$ 36.435,00. Sinal Verde – municípios com PIB pc superior a R$ 36.436,00. A descrição da metodologia está disponível na área de Indicadores e Critérios.

P-pib-verdeRenda per capita

O sinal é VERDE  porque a renda per capita média de Bento Gonçalves, R$ 1.196,00, está na faixa superior na classificação dos municípios gaúchos. É importante observar o Brasil e Rio Grande do Sul, R$ 793,00 e R$ 959,00, respectivamente. A meta da Agenda 2020 é que o Estado dobre sua renda média domiciliar sem período de 20 anos.

Fonte: Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil.
Nota: Sinal Vermelho – municípios com Renda pc até R$ 492,00. Sinal Amarelo – municípios com renda pc de R$ 493,00 a R$ 1.054,00. Sinal Verde – municípios com Renda pc superior a R$ 1.055,00.

P-indicador-verdeIDESE

O sinal é verde porque a pontuação de Bento Gonçalves encontrou-se na área de desenvolvimento alto. Composto por três blocos, o indicador relativo a renda merece destaque em sua elevação e foi mais importante que os demais temas. A área da saúde que parte de uma base mais alta tem seu desempenho praticamente estagnado ao longo da série, assim como o bloco de educação que permaneceu com resultados similares. A cada nova edição da pesquisa o município está alcançando melhores resultados e entre as cidades com mais de 100 mil habitantes, Bento Gonçalves é a cidade que apresenta o IDESE mais alto do Estado.

Fonte: Fundação de Economia e Estatística.
Nota: Sinal Vermelho – municípios com IDESE menor ou igual a 0,499 – baixo nível de desenvolvimento. Sinal Amarelo – municípios com IDESE maior ou igual a 0,500 e menor ou igual a 0,799 – médio nível de desenvolvimento. Sinal Verde – municípios com IDESE maior ou igual a 0,800 – alto nível de desenvolvimento.

 

Índice de Gestão Fiscal – IFGF

O sinal é vermelho para a pontuação da cidade que está abaixo de 0,6, ou seja, com uma gestão municipal em dificuldades ou crítica, Conceito C e D. Os municípios com índices entre 0,6 e, 8 obtém Conceito B o que demonstra uma Boa gestão. Para receber o conceito A ou Gestão de Excelência, o município deve marcar de 0,800 a 1 ponto. Destaca-se para o município o bom resultado para o Custo da dívida que se refere ao pagamento de juros das onerações da prefeitura, no entanto a categoria de Investimentos vem apresentando péssimos resultados.

Fonte: Firjan

LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL

O sinal está amarelo  porque o percentual de gastos com pessoal do município está dentro do limite de alerta, entre 48,60% da receita líquida corrente – RCL e o limite máximo de 54%. Como Prefeituras com gastos superiores a 54% da RCL, o que se faz acima do limite de compromisso legal, portanto, recebem sinal vermelho. Por fim, receberão sinal verde aquelas cidades com despesas de pessoal inferiores a 48,60% da RCL.

Tribunal de Contas do Estado do RS – Por conta de deduções de valores como as pensões, de assistência médica, de Imposto de Renda, de auxílio alimentar, de auxílio funeral, entre outros, os percentuais disponibilizados pela TCE não são idênticos aos Não Relatório de Gestão Fiscal dos municípios.

 

 

EDUCAÇÃO

P-educa-verdeIDEB – Séries Iniciais (até a 4ª série)

O sinal está VERDE  porque o município de Bento Gonçalves atingiu a meta prevista pelo MEC para as séries iniciais nas escolas estaduais e na rede municipal. Além disso, obteve resultados superiores as médias do Brasil e Rio Grande do Sul.


Fonte: INEP
Nota: A média do RS é em relação às escolas públicas do estado, não há disponibilidade de uma média das escolas municipais para os estados.

 

IDEB – Séries Finais (até a 8ª série)

O sinal está VERMELHO  porque o município de Bento Gonçalves não atingiu a meta projetada pelo MEC para o ano de 2015, tanto nas escolas municipais quanto nas estaduais.


Fonte: INEP
Nota: A média do RS é em relação às escolas públicas do estado, não há disponibilidade de uma média das escolas municipais para os estados.

ESCOLARIDADE – POPULAÇÃO ADULTA

Em relação à escolaridade da população adulta (25 anos ou mais) cerca de 60% dos alunos não têm ensino médio completo, estão enquadrados em fundamental incompleto e analfabeto (2,6%), fundamental incompleto e alfabetizado (40,2%) e Fundamental completo e médio incompleto (16,7%). Com ensino médio completo e superior incompleto o percentual é de 27,1 e com curso superior completo 13,4% da população.

Fonte: Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil.

SAÚDE

Leitos Hospitalares

O sinal está AMARELO pois o município está classificado no limite intermediário, isto é, possui de 2,3 a 2,9 leitos para cada mil habitantes. A meta estipulada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) que estabelece uma média de 3 a 3,5 leitos hospitalares para cada 1.000 habitantes.

Fonte: Datasus.
Nota: Sinal Verde: 3 ou mais leitos por 1.000 habitantes. Sinal Amarelo: 2,3 a 2,9 leitos por 1.000 habitantes. Sinal Vermelho: Abaixo de 2,3 leitos por 1.000 habitantes.

Taxa de Mortalidade

O sinal está AMARELO  porque a taxa de mortalidade de Bento Gonçalves está em um nível intermediário, ou seja, entre 5,7 e 12 mortes para cada mil nascidos vivos. No RS e no Brasil este número é de 7,8 e 9,8 mortes por mil crianças nascidas vivas, respectivamente. Este indicador reflete a existência de prevenção e as condições gerais de desenvolvimento do município. A meta desejada são 5,6 mortes por mil nascidos vivos que é uma média dos países de alta renda da OCDE.

Fonte: Datasus.
Nota: Sinal Verde: Igual ou abaixo a 5.6 mortes para cada mil nascidos vivos. Sinal Amarelo: De 5,7 a 12 mortes para cada mil nascidos vivos. Sinal Vermelho: Acima de 12 mortes para cada mil nascidos vivos.

Quanto aos recursos destinados à saúde, os valores aplicados no município têm sido superiores aos do SUS em quase toda uma década. Em valores absolutos, o município investiu R$ 410,68 / hab, enquanto transferências federais totalizaram R$ 368,80/hab, no ano de 2015.

Fonte: Datasus.

 

Taxa de mortalidade  em acidentes de trânsito

O trânsito é uma das principais causas de morte e representa um enorme encargo para as economias e para as famílias em todo o mundo. Por sua importância, ODS, que reduziu a redução de 50% das mortes e traumatismos ocasionados pelo trânsito até 2020. No Brasil, a taxa de mortalidade de 23 mortes para cada 100 mil habitantes, em 2015. No Rio Grande do Sul, este número para o ano de 2016 foi de 14,9 e em Bento Gonçalves 12,3. Em todo mundo, um taxa de mortalidade é de 17,4 mortes para cada 100 milhões de habitantes, sendo que os melhores exemplos são da Europa com 9,3 e os países da África 26,6 milhões em 100 mil habitantes (OMS, 2013) .

Fonte: Detran e OMS
Nota: São consideradas vítimas fatais de pessoas que falecem em razão das lesões decorrentes do acidente de trânsito, no momento ou até 30 dias após uma ocorrência do mesmo. Sinal Verde: abaixo de 12 mortes / 100 mil hab – Sinal Amarelo: entre 12 e 20 mortes / 100 mil hab – Sinal Vermelho: acima de 20 mortes / 100 mil hab.

 

 

SEGURANÇA

Homicídios

O sinal é VERMELHO  porque o número de ocorrências em Bento Gonçalves foi superior a meta estipulada de 10 homicídios para cada 100 mil habitantes. A Organização Mundial da Saúde considera taxas superiores a 10 mortes para cem mil habitantes como em nível de epidemia. Nos últimos dez anos, teve um aumento de cerca de 150% nas taxas de homicídios do município.

Fonte: Secretaria de Segurança Pública do RS.
Nota: Sinal Verde: até 10 homicídios para cada 100 mil habitantes; Sinal Amarelo: de 10 até 13 homicídios para cada 100 mil habitantes; Sinal Vermelho: Acima de 13 homicídios para cada 100 mil habitantes.

Tráfico de drogas

O sinal está vermelho  por conta do enorme crescimento das ocorrências de tráfico de drogas no município nos últimos anos. Entre 2002 e 2016 houve um aumento de cinco vezes no número de casos. A meta da Agenda 2020 é que os casos de tráfico de drogas, por estarem excessivamente atrelados ao aumento da criminalidade e da violência, sejam reduzidos em 50% nos próximos 5 anos.

Fonte: Secretaria de Segurança Pública do RS.
Nota: Os municípios que conseguiram estabilizar como ocorrências no decorrer da série histórica, receberam sinal amarelo.

 

ATIVIDADE ECONÔMICA, EMPRESAS E EMPREGOS

A atividade econômica do município está concentrada no setor terciário, com grande participação do comércio e dos serviços na economia local. O setor primário contribui apenas com 1% na atividade econômica do município, constituído por uma indústria de transformação e construção civil, integrados pelo sector secundário, representado por cerca de 22% na participação da atividade econômica.

Fonte: Sebrae / RS

A respeito das empresas, uma grande parte dos estabelecimentos são os pequenos empreendimentos e microempresas, como pequenas empresas representam em torno de 13% e as médias e grandes, menos de 3%. Quase 70% das empresas do município têm mais de 3 anos de atividade e vale lembrar que o período de maior risco de fechamento para as empresas é durante o primeiro ano de atividade. A taxa de sobrevivência dos estabelecimentos em questão é de 83,4% e no Brasil é de 81,7%(IBGE, 2013).

Fonte: Sebrae / RS

Fonte: Sebrae / RS
 

p-empre-verde Empregos

O sinal está verde porque o número de vínculos empregatícios formais no município supera os 70% da população em idade produtiva. Os municípios que não disponibilizarem nem 40% de empregos recebem sinal vermelho e entre 40% e 70%, sinal amarelo. O gráfico também aponta o número de empregos gerados na indústria de transformação. Esta informação é de extrema importância uma vez que é no setor industrial que os trabalhadores são mais bem capacitados e tendem a conquistar empregos de melhor qualidade e com melhores salários, elevando a renda per capita do município.

Fonte: MTE / Caged.

SANEAMENTO

Índice de Perdas na Distribuição da Água

O sinal está VERMELHO  porque os níveis de perda de água do município estão acima da meta estipulada pelo Plano Nacional de Saneamento Básico. Este Plano prevê que até o ano de 2033 todas as cidades tenham o índice de perdas na distribuição de água no intervalo de 21% e 31%. Abaixo de 20%, os níveis de perda de água são ideais, como acontece em muitos países desenvolvidos.

No Brasil, cerca de 83% da população atendida com abastecimento de água tratada a cada 100 litros de água coletada e tratada, cerca de 63% são consumidos. Isto é, 37% da água tratada é perdida, com vazamentos, roubos e ligações clandestinas. O resultado foi estimado pelo Instituto Trata Brasil na ordem de R$ 8 bilhões.

Fonte: Trata Brasil/2015.  Verde – abaixo de 20% de perdas de água (critério internacional) Amarelo – entre 21% e 31% (meta para 2033 do PLASAB) Vermelho – acima de 31% (acima da meta do PLASAB).

 

Índice de Coleta e Índice de Tratamento de Esgoto

O sinal está VERMELHO porque os níveis de coleta e de tratamento do esgotamento sanitário do município não atingem a meta estipulada pelo Programa das Nações Unidas pelo Desenvolvimento – PNUD que é de 75%. De todo esgoto gerado em Bento Gonçalves, 0,19% são coletados, mas não são tratados, ou seja, o nível total de coleta e de tratamento de esgoto sanitário do município é nulo.

No RS, os níveis de coleta e tratamento de esgoto são da ordem de 22%. Ou seja, 22% da população tem seu esgoto coletado e encaminhado para receber o tratamento adequado de esgoto. O RS está muito atrás da situação do Brasil que tem mais de 41% de níveis de coleta e tratamento de esgoto.

Fonte: Ministério das Cidades / SNIS e Trata Brasil.

MOBILIDADE URBANA

O número de veículos registrados em Bento Gonçalves teve um aumento de mais de 60% nos últimos doze anos e o índice de motorização, que indica o número de veículos para cada 100 habitantes, teve um crescimento de aproximadamente 50%. Em 2006, para cada 10 habitantes haviam 4,6 veículos. Em 2017, para os mesmos 10 habitantes existem 6,8 veículos.

Frota de veículos

Fonte: Denatran.
Nota: Indica o número de veículos para cada 100 habitantes.
Fonte: Denatran.