POPULAÇÃO E ECONOMIA

A população do município de Parobé representa menos de 0,5% da população do Estado, mas sua participação vem aumentando nos últimos anos. Entre 2006 e 2016 a variação da população gaúcha foi de 4,7% enquanto o número de habitantes do município cresceu 8,5%. A contribuição de Parobé no PIB estadual é de 0,31%.

Fonte: Fundação de Economia e Estatística e Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil.*Dados populacionais que não são obtidos através do censo demográfico advém de estimativas.

 

Conforme as projeções da Fundação de Economia e Estatística, a população total do Estado deverá continuar crescendo com taxas cada vez menores até meados de 2025, quando atingirá uma população de cerca de 11,07 milhões. Até 2050,a população se reduzirá para 9,7 milhões. Tais projeções levam em consideração variáveis como mortalidade, fecundidade e migrações.

Além disso, irão ocorrer outras alterações na estrutura demográfica do RS. A população de idosos, com 65 anos ou mais, que em 2010 representava em torno de 9,3% da população do Estado, em 2050 será de aproximadamente 21%. A população potencialmente ativa, representada por pessoas entre 15 e 64 anos, sofrerá uma redução a partir da próxima década e em 2050 deverá ser 58% do total da população gaúcha. Em 2010 era de 69,9%. Na mesma direção, o número de jovens (até 14 anos) também irá diminuir, passando de 21% da população, em 2010 para menos de 12%, em 2050.

Tais alterações na estrutura demográfica  podem ser percebidas no gráfico etário da população de Parobé.

Fonte: Fundação de Economia e Estatística.  Nota: Não há  projeções populacionais para municípios, somente para os estados.

 

Pib per capita

Em Parobé, o sinal está amarelo pois o PIB per capita do município está classificado no limite intermediário*, com o valor de  R$ 19.989,62. Está abaixo das médias do Rio Grande do Sul e do Brasil, que são R$31.927 e R$ 28.046, respectivamente. O PIB per capita do município poderá se elevar por conta da queda da população e não pelo aumento da geração de PIB propriamente. Como meta para o RS se considerada a média dos países da OCDE que é de aproximadamente US$ 24 mil.

Fonte: Fundação de Economia e Estatística e Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil. Em 2015 o IBGE divulgou diversas mudanças conceituais e metodológicas no cálculo do PIB dos municípios, tendo como referência o ano de 2010.
*Nota: Sinal Vermelho – municípios com PIB pc até R$17.717,00. Sinal Amarelo – municípios com PIB pc de R$ 17.718,00 à R$ 36.435,00. Sinal Verde – municípios com PIB pc superior a R$ 36.436,00. A descrição da metodologia está disponível na área de Indicadores e Critérios.

Renda per capita

O sinal está AMARELO porque a renda per capita média de Parobé, R$ 625,40, está classificada na faixa intermediária dentre os municípios gaúchos. O valor do município é inferior as médias do Brasil e Rio Grande do Sul, R$ 793,00 e R$ 959,00, respectivamente. A meta da Agenda 2020 é que o Estado dobre sua renda domiciliar média no período de 20 anos.

Fonte: Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil.
 Nota: Sinal Vermelho – municípios com Renda pc até R$ 492,00. Sinal Amarelo – municípios com renda pc de R$ 493,00 à R$ 1.054,00. Sinal Verde – municípios com Renda pc superior a R$ 1.055,00.

 

IDESE

O sinal está amarelo porque a pontuação obtida pelo município está classificada na área de desenvolvimento médio. Composto por três blocos, os indicadores das áreas de educação e de renda  continuamente apresentaram resultados tímidos, porém crescentes. A área da saúde que parte de uma base mais alta teve seu desempenho praticamente estagnado ao longo da série. A cada nova edição da pesquisa o município está alcançando resultados melhores.

Fonte: Fundação de Economia e Estatística.
Nota: Sinal Vermelho – municípios com IDESE menor ou igual a 0,499 – baixo nível de desenvolvimento. Sinal Amarelo – municípios com IDESE maior ou igual a 0,500 e menor ou igual a 0,799 – médio nível de desenvolvimento. Sinal Verde – municípios com IDESE maior ou igual a 0,800 – alto nível de desenvolvimento.

 

Índice de Gestão Fiscal – IFGF

O sinal está vermelho, pois a pontuação da cidade está abaixo de 0,6, ou seja, com a gestão municipal em dificuldades ou crítica, Conceito C e D. Os municípios com índices entre 0,6 e o,8 obtém Conceito B que demonstra uma boa gestão. Para receber o conceito A ou Gestão de Excelência o município deverá marcar de 0,800 a 1 ponto. Desde 2006, ano que iniciou o levantamento, foi a pior colocação que Parobé obteve e os indicadores com desempenho mais fraco foram os que analisam a liquidez e os custos da dívida.

Fonte: FIRJAN

 

p-indicador-vermLEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL

O sinal está vermelho porque o percentual de gastos com pessoal do município superou o limite máximo de 54% da Receita Corrente Líquida.  As Prefeituras com gastos entre o limite de alerta de 48,60% e o limite máximo de 54% da RCL encontram-se em situação de alerta, portanto recebem sinal amarelo. Por fim, receberão sinal verde aquelas cidades com gastos de pessoal inferiores a 48,60% da RCL.

 

Fonte: Tribunal de Contas do Estado do RS – Por conta da deduções de valores como das pensões, da assistência médica, do Imposto de Renda, do auxílio alimentação, do auxílio funeral, entre outros, os percentuais  disponibilizados pelo TCE não serão idênticos aos apresentados no Relatório de Gestão Fiscal dos municípios.

 

 

EDUCAÇÃO

IDEB – Séries Iniciais (até a 4ª série)

O sinal está verde porque o município de Parobé atingiu a meta prevista pelo MEC para as séries iniciais nas escolas estaduais e nas escolas da rede municipal. Além disso, o município obteve média superior as médias brasileira e gaúcha.


Fonte: INEP
Nota: A média do RS é em relação às escolas públicas do estado, pois não há disponibilidade de uma média das escolas municipais para os estados.

 

IDEB – Séries Finais (até a 8ª série)

O sinal está vermelho porque o município de Parobé não atingiu a meta projetada pelo MEC tanto nas escolas estaduais quanto na rede municipal. Contudo, obteve resultados superiores a média do país e do estado.


Fonte: INEP
Nota: A média do RS é em relação às escolas públicas do estado, pois não há disponibilidade de uma média das escolas municipais para os estados.

 

ESCOLARIDADE – POPULAÇÃO ADULTA

Em relação a escolaridade da população adulta (25 anos ou mais) aproximadamente 81% dos residentes não tem ensino médio completo, classificando-se entre fundamental incompleto e analfabeto (5,7%), fundamental incompleto e alfabetizado (56,8%) e fundamental completo e médio incompleto (18,6%). Com ensino médio completo e superior incompleto o percentual é de 16,5 e com curso superior completo somente é 2,4% da população referida.

 

Fonte: Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil.

 

SAÚDE

Leitos Hospitalares

O sinal está VERMELHO pois o município está classificado no limite inferior, isto é, possui menos de 2,3 leitos para cada mil habitantes. A meta estipulada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) que estabelece uma média é de 3 a 3,5 leitos hospitalares para cada 1.000 habitantes.

Fonte: Datasus.
Nota: Sinal Verde: 3 ou mais leitos por 1.000 habitantes. Sinal Amarelo: 2,3 a 2,9 leitos por 1.000 habitantes. Sinal Vermelho: Abaixo de 2,3 leitos por 1.000 habitantes.

p-saude-vermTaxa de Mortalidade

O sinal está VERMELHO  porque a taxa de mortalidade de crianças com menos de 5 anos em Parobé está no nível crítico, ou seja, acima de 12 mortes para cada mil nascidos vivos. No RS e no Brasil este número é de 7,8 e 9,8 mortes por mil crianças nascidas vivas, respectivamente. Este indicador reflete a existência de prevenção e as condições gerais de desenvolvimento do município. A meta desejada são 5,6 mortes por mil nascidos vivos que é a média dos países de alta renda da OCDE.

Fonte: Datasus.
Nota: Sinal Verde: Igual ou abaixo a 5.6 mortes para cada mil nascidos vivos.  Sinal Amarelo: De 5,7 a 12 mortes para cada mil nascidos vivos. Sinal Vermelho: Acima de 12 mortes para cada mil nascidos vivos.

Quanto aos recursos destinados à saúde, os valores aplicados pelo município tem sido superiores aos do SUS em praticamente toda a última década. Em valores absolutos, o município investiu R$ 145,97/hab, enquanto as transferências federais totalizaram R$ 127,47/hab, no ano de 2015.

Fonte: Datasus.

 

p-saude-amareTaxa de mortalidade em acidentes de trânsito

O trânsito é uma das principais causas de morte e representa um enorme encargo para as economias e para as famílias em todo o mundo. Por sua importância, integra as metas dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável – ODS que estabelece uma redução de 50% das mortes e traumatismos ocasionados pelo trânsito até 2020. No Brasil, a taxa de mortalidade foi de 23 mortes para cada 100 mil habitantes, em 2015. No Rio Grande do Sul, este número para o ano de 2016, foi de 14,9 e em Parobé 34,0. Em todo mundo, a taxa de mortalidade é de 17,4 mortes para cada 100 mil habitantes, sendo que os melhores exemplos são os da Europa com 9,3 e os piores da África 26,6 óbitos em 100 mil habitantes (OMS, 2013).

Fonte: Detran e OMS
Nota: São consideradas vítimas fatais pessoas que faleceram em razão das lesões decorrentes do acidente de trânsito, no momento ou até 30 dias após a ocorrência do mesmo. Sinal Verde: abaixo de 12 mortes/100 mil hab – Sinal Amarelo: entre 12 e 20 mortes/100 mil hab – Sinal Vermelho: acima de 20 mortes/100 mil hab.

 

 

SEGURANÇA

Homicídios

O sinal está VERMELHO porque proporcionalmente à sua população, o número de ocorrências em Parobé foi superior a meta estipulada de 10 homicídios para cada 100 mil habitantes. Acima desta marca a Organização Mundial da saúde considera nível de epidemia.

Fonte: Secretária de Segurança Pública do RS.
Nota: Sinal Verde: até 10 homicídios para cada 100 mil habitantes;  Sinal Amarelo: de 10 até 13 homicídios para cada 100 mil habitantes; Sinal Vermelho: Acima de 13 homicídios para cada 100 mil habitantes. Meta proporcional para os municípios com menos de cem mil habitantes.

 

Tráfico de Drogas

O sinal está vermelho por conta do crescimento das ocorrências de tráfico de drogas no município nos últimos anos. Entre 2002 e 2015 houve um aumento de aproximadamente quatro vezes no número de casos. Em 2016 houve uma queda de quase 50% nas ocorrências com relação a 2015. A meta da Agenda 2020 é que os casos de tráfico de drogas, por estarem excessivamente atrelados ao aumento da criminalidade e da violência, sejam reduzidos em 50% nos próximos 5 anos.

Fonte: Secretária de Segurança Pública do RS.
Nota: Os municípios que conseguiram estabilizar as ocorrências no decorrer da série histórica, receberam sinal amarelo. 

 

 

ATIVIDADE ECONÔMICA, EMPRESAS E EMPREGOS

A atividade econômica do município está concentrada no setor terciário, com grande participação do comércio e dos serviços na economia local.  O setor primário não contribui na atividade econômica do município, sendo que a indústria de transformação e a construção civil, integrantes do setor secundário, juntas representam 34% da economia do município.

Fonte: Sebrae/RS

 

A respeito do porte das empresas, a grande maioria dos estabelecimentos são empreendedores individuais e microempresas, as pequenas empresas representam em torno de 8% e as médias e grandes menos de 1%. Cerca de  60% das empresas do município têm mais de 3 anos de atividade e vale lembrar que o período de maior risco de fechamento para as empresas é em até um ano de atividade. A taxa de sobrevivência dos estabelecimentos nesta faixa no RS é de 83,4% e no Brasil de 81,7% (IBGE, 2013).

Fonte: Sebrae/RS

Fonte: Sebrae/RS

 

EMPREGOS

O sinal está amarelo porque o número de vínculos empregatícios formais no município atende entre 40% a 70% da população em idade produtiva. Os municípios que não disponibilizarem nem 40% de empregos recebem sinal vermelho e a partir de 70%, sinal verde. O gráfico também descreve o número de empregos gerados na indústria de transformação. Esta informação é de extrema importância uma vez que é no setor industrial que os trabalhadores são mais bem capacitados e tendem a conquistar empregos de melhor qualidade e com melhores salários, elevando a renda per capita do município.

Fonte: MTE/Caged.

 

SANEAMENTO

Índice de Perdas na Distribuição da Água

O sinal está VERDE porque os níveis de perda de água do município são inferiores a 20%, limite considerado satisfatório pelos institutos de pesquisa e conforme critérios internacionais. A meta estipulada no Plano Nacional de Saneamento Básico prevê que até o ano de 2033 todas as cidades tenham o índice de perdas de água entre o intervalo de 21% e 31%.

No Brasil, aproximadamente 83% da população é atendida com abastecimento de água tratada e a cada 100 litros de água coletada e tratada, cerca de 63% são consumidos. Isto é, 37% da água tratada é perdida, seja com vazamentos, roubos ou ligações clandestinas, falta de medição ou medições incorretas no consumo de água. O prejuízo resultante destas perdas estimado pelo Instituto Trata Brasil é de R$ 8 bilhões.

Fonte: Trata Brasil/2015.  Verde – abaixo de 20% de perdas de água (critério internacional) Amarelo – entre 21% e 31% (meta para 2033 do PLASAB) Vermelho – acima de 31% (acima da meta do PLASAB).

 

Índice de Coleta e Índice de Tratamento de Esgoto

O sinal está VERMELHO porque não foram encontrados dados referentes a coleta e tratamento do esgotamento sanitário do município.

No RS, os níveis de coleta e tratamento de esgoto são da ordem de 22%. Ou seja, 22% da população tem seu esgoto coletado e encaminhado para um tratamento de esgoto. O RS está muito atrás da situação do Brasil que tem mais de 41% de níveis de coleta e tratamento de esgoto.


Fonte: Ministério das Cidades/SNIS e Trata Brasil. Os dados do município não estão informados no SNIS.

 

MOBILIDADE URBANA

O número de veículos registrados em Parobé teve um aumento de 93% nos últimos doze anos e o índice de motorização, que indica o número de veículos para cada 100 habitantes, aumentou cerca de 72%. Em 2006, para cada 10 habitantes haviam 2,9 veículos. Em 2017, para os mesmos dez habitantes existem 5,1 veículos.

Frota de Veículos

Fonte: Denatran

Nota: Indica o número de veículos para cada 100 habitantes.
Fonte: Denatran.